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10 de agosto de 2013

Tudo aquilo

Ana era uma garota alegre. Alegre porque assim decidiu ser. Isso a incomodava de quando em vez. Incomodava outras pessoas também. Com as pessoas, ela não se importava. Queria ser qualquer uma, menos ela. “Qualquer uma que valha a pena”, dizia. E foi pegando jeitos e manias de tudo que via. Ana era uma farsa. Ana era autêntica. Tinha tantos defeitos e qualidades que eram impossíveis de se contar.

Um belo dia, Ana decidiu ser ela. Buscou o que de fato era seu, e o que não era. Não conseguiu descobrir. Ana passou a ser tudo aquilo que amava e também, tudo que odiava. Ela não queria ser ninguém, só queria um meio de administrar tantos sentimentos dentro dela. Era simpática e antipática, alegre e triste, feia e bonita, criança e adulta, altruísta e egoísta, amorosa e ardilosa. Sofria por ela e pelos outros. Admirava muitos e desprezava poucos.

De tanto amor, a dor. Sentia saudade do que vivia e do que não vivia. Ela amava os seres humanos. Do erro ela fazia magia, e aprendia. Ana se assumiu. Não era mais uma farsa. Era seu sonho realizado.

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