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19 de abril de 2010

Seu filho está seguro na rede?

Os princípios de ética e segurança são passados pelos pais aos seus filhos desde muito cedo. Não conversar com estranhos e não aceitar ajuda de desconhecidos, prestar atenção ao caminhar pelas ruas, são algumas dessas regras. Mas e quando o mundo é virtual? Os pais estão preparados para educar digitalmente uma criança?

Proteger, educar, conscientizar, capacitar e prevenir crianças e adolescentes com relação ao uso ético, seguro e legal da internet, das informações e das novas ferramentas tecnológicas que vão do uso do celular a proteção da reputação digital são, por lei, deveres e obrigações de pais e responsáveis. Mas há ainda muito desconhecimento quando o assunto envolve o uso adequado da tecnologia e esse afastamento deve ser combatido para garantir o papel de educar digitalmente os jovens. É preciso tomar consciência que o universo virtual é um mundo paralelo  e que nele, assim como no real, existem regras de convivência e também riscos e perigos.

Para Patrícia Peck, advogada especializada em direito digital, “Os  pais e responsáveis devem assumir o compromisso de educação dos menores na internet e deixar para trás a desculpa de serem ´analógicos´ – aqueles que dizem que não têm domínio das tecnologias modernas”, afirma a advogada. “São passos fundamentais para que essas crianças e adolescentes cresçam com cidadania e, principalmente, protegidos”, completa.

Para tanto, o diálogo é sempre necessário. Para descobrir se o filho está correndo riscos é importante ficar atento ao seu comportamento. “Dê exemplos dos riscos, contando que alguém conheceu uma pessoa na internet e depois descobriu ser outra. Perceba a sua reação. Se estiver passando por isso, vai demonstrar sinais de preocupação ou querer encerrar o assunto”, explica Patrícia.

O movimento “Criança Mais Segura na Internet”, idealizado pela advogada, com apoio da  ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), tem como foco oferecer as bases para a formação de uma responsabilidade social digital. O site www.criancamaissegura.com.br disponibiliza uma cartilha educativa para auxiliar crianças, adolescentes, pais e professores. “Para saber o que os filhos estão fazendo na rede é preciso se envolver. Acreditar que o computador é a forma mais segura e prática de manter os filhos em casa e sem dar trabalho é deixá-los a mercê dos perigos do mundo virtual”, garante Patricia.

Para pais que trabalham e não conseguem acompanhar os filhos no dia-a-dia, existe no mercado o Guarda-Costas Virtual. O software faz um cadastramento dos endereços online e o rastreamento de qualquer conteúdo inadequado por meio de palavras-chaves. “Caso a criança acesse ou receba conteúdos impróprios, os pais são alertados imediatamente por e-mail indicando o conteúdo. Para as conversas em tempo real, por MSN, por exemplo, vale o monitoramento via palavras-chaves”, observa Wanderson Castilho, diretor da E-Net Security Solutions, fabricante da solução. O especialista em análise forense digital, que vem nos últimos anos desvendando diversos crimes na web, chama a atenção para os perigos do mundo virtual. “Se buscarmos na internet, por exemplo, “sete anões”, irá aparecer conteúdo pornográfico. Os pedófilos associam conteúdo infantil e pornográfico para atrair a atenção da criança”, alerta ele.

Dicas importantes:
- Participe ativamente da vida digital de seus filhos e peça ajuda a eles -  Sentar ao lado da criança e interagir com ela em seu ambiente é muito importante, e para os pais que ainda não sabem manipular as tecnologias, ou sabem menos que os filhos, a dica é pedir a sua ajuda para entender as ferramentas. Essa troca de conhecimentos entre pais e filhos, ético e tecnológico, ajudará também a construir uma cumplicidade facilitando os diálogos.

- Monitore -  Um forma de monitorar seus filhos é digitar o seu  nome em sites de buscas. É uma maneira simples de saber em quais sites os filhos visitam e, principalmente, o que eles falam na rede. Esta preocupação ajudará para que não corram o risco de se tornarem vítimas e até infratores da internet.

- Cadastre-se e ingresse nas redes sociais dos seus filhos -  O relacionamento virtual das crianças e adolescentes se concentra nas redes sociais. Nelas há  uma grande exposição de fotos e dados pessoais, como nome completo, email e telefone. É fundamental que você conheça o que está sendo divulgado por eles e quem são os amigos da rede. Algumas delas proíbem o uso de menores de 12 anos, mas isso não é o que acontece na prática. As empresas provedoras desse tipo de serviço se resguardam juridicamente e a responsabilidade da superexposição é unicamente dos pais.

De vítima a infrator
O outro lado da moeda é quando crianças ou adolescentes passam a cometer infrações na rede.  Copiar conteúdos impróprios, difamar colegas e professores são alguns exemplos do mau uso da internet. A cartilha educativa do Movimento Criança Segura na Internet aborda essa questão de forma didática  e informa o modo correto de usar textos alheios e imagens. Na cartilha, você  também encontra orientação de como ensinar seus filhos a não praticar o Cyberbullying ou participar de comunidades com conteúdo criminoso do tipo “Eu odeio fulano” ou “Eu odeio tal marca”.

Serviço
Para mais informações sobre o Movimento Criança Segura na Internet acesse: http://www.criancamaissegura.com.br/

O Guarda-Costas Virtual pode ser contratado por R$50 ao mês pelo site www.e-netsecurity.com.br

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