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31 de março de 2010

Cem Anos de Solidão é para ler cem vezes

Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Márquez – Editora Record

José Arcádio Buendía encontrava, todos os dias, o homem que ele próprio matou. Fundou uma cidade planejada para que as casas recebessem o sol igualmente. Apaixonou-se pela ciência e por um senhor chamado Melquíades, que lhe revelava todos os segredos da alquimia. Enlouqueceu com os próprios pensamentos e passou o fim de seus dias amarrado em um castanheiro. Este é o patriarca da família Buendía, que tem sua saga contada em “Cem anos de Solidão”. Neste livro, Gabriel Garcia Márquez narra a triste história de uma estirpe de solitários que não tem uma segunda chance sobre a terra. E não para por aí.

O livro tem situações incríveis como o fascinante passeio de José Arcadio Buendía ao levar seus filhos para conhecerem o gelo. As 32 guerras perdidas por Aureliano Buendía que, depois de escapar de várias emboscadas e até de um pelotão de fuzilamento, morreu de velhice em sua casa. Casa também que presenciou Remédios, a Bela, subir aos céus levada por uma luz cintilante. Um sobrinho que fez riqueza por amar demais e depois perdeu tudo por não saber conciliar entre o amor e a esposa que escolheu para mãe de seus filhos. E mais.

Márquez nos presenteia com a narração de fatos como a peste da insônia, onde as pessoas da aldeia simplesmente param de sentir sono e ficam felizes por poderem trabalhar sem parar, mas a peste vem acompanhada com a doença do esquecimento. E uma chuva que durou quatro anos, onze meses e dois dias e arrasou a cidade. O autor se mostra um gênio na condução da história e o ritmo que dá as frases nos leva a um delírio, como a poesia.

O grande mistério de “Cem anos de solidão” é Melquíades, um cigano que aparece na cidade de tempos em tempos e que se negou a morrer. Aproximou-se de José Arcadio e, depois de decidir morrer, conservou o quarto onde guardava os pergaminhos com a saga da família até que o último da estirpe conseguisse desvendá-los. O livro é um grande ícone da literatura de realidade fantástica. Cem anos de Solidão é uma busca ao cotidiano e vale a pena ler cem vezes.

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