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19 de fevereiro de 2014

Quando o texto não vem

E o texto nunca vem. Passo horas olhando a tela em branco. O espaço existe, as ideias estão todas aqui, mas quando penso em desenrolar o tema, suspiro, lembro de você e chego à conclusão que o assunto é  “mais do mesmo”.

Amanhã faz um mês que você foi para a sua viagem. Me peguei procurando provas que você existiu na minha vida. Me apavorei com a ideia de tudo que está guardado na memória sumir, evaporar. Sem testemunhas. Sem ninguém que me ateste que era real. Sai em busca de emails, fotos, e encontrei um cartão postal, imagine você, com uma aquarela da paisagem do Rio. Logo do Rio. Mas não encontrei muito mais que isso. Nossa vida foi um paradoxo.

Tenho vontade de ficar na cama. Chorar. Me descabelar. Mas o meu instinto de sobrevivência me faz levantar da cama todas as manhãs e trabalhar. Duro, ágil e alegre, como você me ensinou.

Estou muito triste com a sua falta. Com a sua não-existência.  Ouvi nossas músicas. Porém, não consigo ser infeliz na prática. É na teoria que adquiro esse ar melancólico.

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