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15 de abril de 2011

Qual a força do seu pensamento?

Ouço por aí que o pensamento tem força; que, dependendo do que se pensa, até move montanhas.  Na maioria dos casos em que essa ‘força’ é lembrada é para bloquearmos os pensamentos ditos ‘negativos’. Quando sofremos dores de amor, problemas no trabalho ou até de dinheiro – e maldizemos a sorte, sempre alguém ao lado nos repreende. Porém, é muito difícil encontrar pessoas que incentivem o otimismo. Pelo contrário: se divagamos sobre hipóteses difíceis, como namorar tal pessoa que não esteja em seu círculo de relacionamentos, ou uma viagem dos sonhos, recebemos um diagnóstico simples: é loucura. Afinal, que força é essa que precisa ser otimista quando se está na pior, mas que não segue o mesmo ritmo em se tratando de sonhos e projetos? E mais: por que é tão difícil manter o pensamento positivo no dia-a-dia?

Uma pesquisa realizada em 2009 pela Universidade de Waterlo, no Canadá, apontou que frases positivas não ajudam a reverter estados de ânimo em pessoas com baixa auto-estima e, sim, apenas reforçam seus pontos de vista negativo. Com esse dado, posso pensar que as pessoas invocam os pensamentos positivos para outras, mas não os utilizam em benefício próprio. O estudo revela também que essa conclusão está ligada ao fato de que as pessoas são mais propensas a aceitar ideias parecidas com seus pontos de vista e, com isso, mostram resistência àquelas diferentes. Para Joanne Wood, psicóloga que conduziu a pesquisa, frases positivas causam desânimo em pessoas com baixa auto-estima porque são conflituosas com a imagem que elas têm de si mesmas.

Saindo do campo científico para o esotérico, o livro “O Segredo” (Autor: Byrne, Rhonda – Editora Ediouro) diz que o pensamento é uma força magnética, uma espécie de imã, capaz de atrair qualquer coisa pelo poder da Lei da Atração. Inúmeras pessoas compraram o título para aprender e praticar o pensamento positivo, porém, qual a porcentagem de pessoas que realmente conseguiram adotar tais técnicas em seu cotidiano? Tenho lá minhas dúvidas se esse número chegou a cinco por cento, pois é mais fácil ser crítico de nós mesmos a pensar que chegaremos lá, não importa onde este “lá” seja.

Pensamentos positivos, enfim, parecem pertencer àquela categoria de modismos que muda de lado de tempos em tempos: às vezes são os macrobióticos que os defendem, atribuindo-lhes poderes miraculosos; às vezes são os paranormais, que dizem ser os pensamentos responsáveis por trazer algum falecido de volta à vida; o padre da paróquia mais próxima também invoca os eflúvios da meditação para reavivar o salvador. Por via das dúvidas, o mais recomendável seria deixá-los onde devem estar: na cabeça. Com as mãos, constrói-se um mundo mais palpável e – pensamentos à parte – bem mais positivo.

15 de abril de 2011

Junior Soriano said:

Não adianta invocar forças maiores para quem não quer o mínimo de esforço! rs

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