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30 de março de 2010

Os “Dourados” do nosso Brasil

Em fevereiro deste ano, um grupo de Homossexuais fez um ‘Beijaço Gay’ em São Paulo em defesa do Plano Nacional dos Direitos Humanos. Até aí, nenhum fato surpreendente. O que me chamou a atenção foram os comentários preconceituosos deixados em um site de notícias que deu uma nota sobre o assunto. Era uma avalanche de palavrões e manifestações homofóbicas e preconceituosas, vinda de homens e mulheres. Foi um choque para mim. Onde foram parar todos aqueles discursos da diversidade e do respeito aos seres humanos independente de raça, religião e opção sexual? Com certeza não estava naqueles comentários.

No meu pequeno universo essas diferenças não existem. Acho que é aquele “mundo perfeito” que pedimos ainda quando criança. O cara é chato ou é legal, tem caráter ou não tem e não heterossexual ou gay, judeu ou cristão, preto ou branco. E confesso: rezo todos os dias para conhecer um namorado que pensa exatamente como eu. Para o meu “mundo perfeito” continuar como está.

Depois de me dar conta que este “mundo” preconceituoso existe, em pleno século XXI, não me surpreende a popularidade de Dourado no “jogo”, como diz Boninho, Big Brother Brasil. Na final, três participantes disputam o prêmio máximo e o mais popular, segundo enquetes veiculadas em sites como UOL e a Folha, é Dourado, que se diz sem preconceitos, mas que levanta da mesa quando o assunto é relacionamento gay. Hoje, se vencer, Dourado não só prova que habilidade de camaleão – para se transformar naquilo que a situação pede – funciona muito bem como estratégia de manipulação, prova, acima de tudo, que os brasileiros não aceitam a diversidade como discursam para platéias. Eles são apenas politicamente corretos.

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