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10 de agosto de 2013

Não

E então, eu olhei bem nos olhos dele e disse “não”. Não, eu não quero tentar. Não para todos os dias de solidão acompanhada. Não para os seus preconceitos. Para os seus anseios. Para os seus nãos. Disse porque foi a única palavra que saiu. Não e ponto. Não e nenhuma explicação. Nenhum sorriso. Nenhuma cara triste.

Mas lá no fundo o sorriso existiu. Aquele “não” representava a liberdade. A satisfação de ser de ninguém. A realização de se bastar. De não precisar para sentir. Rendeu um sorriso interno de volta por cima. Não era jogo. Não era vingança. Era não.

Um dia, o sim também se fez presente. Sim sem pensar. Sim sonhado. Sim para todos os defeitos. SIM bem grande para um monte de qualidades. Sim para todos os nãos que ouvi. Para um futuro a dois. Para tudo que parecia se encaixar.

Agora nada encaixa. A go ra é solto. É livre. O não é que faz pensar. Já tirou algumas gargalhadas. Já arrancou os porquês. Já encerrou a história. Talvez o amor seja isso. Um sentimento que começa com todos os sins do mundo e termina com um único e orgulhoso não.

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