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13 de janeiro de 2013

Que Eu me Proteja – Introdução – Parte 3 – O ateísmo ativo se diferencia por se opor à religião, acreditando em um mundo melhor sem crenças.

O ateísmo não é uma seita ou uma organização, como muitos acreditam, e não dita regras e definições de moral e caráter. Ele é apenas uma característica de pessoas que não acreditam em nenhum tipo de divindade. O comportamento de um ateu é baseado em valores adotados pelo indivíduo em particular. Bom ou mau, altruísta ou egoísta, são apenas reflexos do indivíduo à condição humana, de suas necessidades e desejos adquiridos através de sua história de vida e do seu contexto cultural. Já o agnóstico acredita que é impossível provar a existência – ou não – de Deus. Para ele, a questão da existência de um poder superior nunca será resolvida. O termo agnosticismo foi definido pelo cientista inglês T. H. Huxley, no século 19.

Muitos ateus adotam a postura neutra de não discutir assuntos relacionados às religiões. Alguns até evitam se declarar ateus para não sofrer represália por parte de familiares, amigos e colegas de trabalho.

Hoje esta realidade vem mudando com o ateísmo ativo, que tem como principal difusor de suas ideias o biólogo inglês Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um Delírio” e o escritor estadunidense Sam Harris, autor do livro “A morte da Fé”. O ateísmo ativo se diferencia por se opor à religião, acreditando em um mundo melhor sem crenças e ainda, que a religião será a grande causa do extermínio da humanidade a longo prazo. Dawkins afirma em seu livro que é difícil organizar ateus para propagar a filosofia ateísta, pois eles tendem a pensar de forma independente, não se adaptando à autoridade. Mas incentiva à construção de uma massa crítica daqueles dispostos a “sair do armário”.

E assim, começam a surgir campanhas favoráveis ao ateísmo, que buscam promover o combate ao preconceito. A primeira foi promovida no Reino Unido em 2009 pela British Humanis Association. O movimento atraiu a atenção da mídia mundial, inclusive no Brasil. A Associação tem site próprio onde arrecada doações e comercializa camisetas da campanha para financiar as propagandas veiculadas nos ônibus da cidade.

No Brasil, a mesma campanha foi lançada pela ATEA – Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos – mas foi barrada pelas empresas de ônibus nas cidades de Florianópolis, Salvador, São Paulo e Porto Alegre. Porém, a associação conseguiu veicular outdoors espalhados na cidade de Porto Alegre. Daniel Sottomaior, presidente da ATEA, revela que a campanha trouxe à associação mais de 200 associados. Porém, houve uma repercussão na mídia de todo o país quando foram barrados pelas empresas de ônibus. Essa repercussão gerou mais de 500 associados. Para Sottomaior, a campanha, além de mostrar que ateus sofrem preconceito, tem como objetivo esclarecer que o ateísmo não pode ser visto como uma deficiência moral. Ele acredita que quanto mais difundir a filosofia, mais ateus se sentiram à vontade para “saírem do armário”.

Em entrevista ao portal IG, o filósofo Luiz Felipe Pondé, professor da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), disse que considera ações como as desenvolvidas pela ATEA como marketing. Pondé diz à jornalista Danielle Nordi que o preconceito diminuiu muito, principalmente nos meios universitários e empresariais. Pondé diz também que acha a comparação de ateus com negros e homossexuais um exagero. Ainda na entrevista ao portal IG, o filósofo diz que muitas pessoas ainda têm dificuldade em enxergar a possibilidade de uma vida sem um Deus, pois, associam moral pública à religião. “Isso também é um absurdo. Pessoas matam umas as outras acreditando ou não em Deus”, finaliza Pondé.

Alguns religiosos se ofenderam com a campanha, dando início a uma discussão: o respeito ao próximo. Mais ou menos como o embate: quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Aqueles que possuem uma crença acham a campanha um desrespeito contra seus deuses. Os que não acreditam em divindades, reivindicam seu direito à liberdade de expressão e ao livre pensamento.

 

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