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13 de janeiro de 2013

Que Eu me proteja – Introdução – Parte 2 – Se no Brasil o número de ateus e agnósticos cresce lentamente, nos países desenvolvidos esse numero cresce a passos largos.

Impossível não associar a educação ao ateísmo. Em 2008, a revista Época publicou uma entrevista com o pesquisador britânico Richard Lynn, que dedicou mais de meio século à análise da inteligência humana. Segundo a entrevista, realizada pela jornalista Luciana Vicária, ao analisar mais de 500 estudos, Lynn disse estar convencido da relação entre Q.I. alto e ateísmo. “Em cerca de 60% dos 137 países avaliados, os mais crentes são os que possuiem Q.I. menor”, disse à jornalista.

Lynn explica também que os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. “Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior (um Q.I. médio varia de 91 a 110). Se a pessoa é mais educada, ela tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo” revela.

No Brasil, ateus e agnósticos somam 7,4%, segundo senso realizado pelo IBGE em 2000, que não denominou “ateus” e “agnósticos” em sua pesquisa, deixando apenas o campo para “pessoas que não possuem religião”. Em 1991, eles somavam 4,7%.

Se no Brasil o número de ateus e agnósticos cresce lentamente, nos países desenvolvidos esse numero cresce a passos largos.  Segundo pesquisa realizada pelo psicólogo Nigel Barder, os países com economias mais desenvolvidas possuem o maior numero de ateus. A Suécia lidera o ranking com 64% da população sem religião, seguida pela Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%). Para o autor do estudo, as pessoas procuravam a igreja para suprir as dificuldades e infortúnios, porém hoje, os psiquiatras e psicólogos têm preenchido esse espaço. Ainda segundo a pesquisa, na outra ponta estão os países da África sub-saariana, com menos de 1% da população se considerando atéia. Em artigo publicado no jornal americano The Huffington Post, Barder diz que a educação melhora o pensamento racional e oferece às pessoas mecanismos não místicos para compreender o mundo. “É uma oportunidade de buscar uma alternativa racional para o dogma religioso”, afirma o psicólogo.

Um ponto importante no embate é a questão da formação moral e ética do indivíduo. Para os crentes elas estão atreladas às doutrinas religiosas, e que somente o homem temente a Deus é capaz de respeitar e amar o próximo. Ao realizar a pesquisa para o desenvolvimento desse livro, muitos entrevistados confundiam os ateus aos adoradores do diabo. É comum as pessoas se basearem na premissa que, se não acredita em “Deus”, logo não é “pessoa de bem” e portanto, gostam do demônio. Este conceito nasceu na era medieval, quando a filosofia de Platão do Bem e do Mal – onde classifica o mundo dos sentidos irreal, transitório e mutável como Mal, e o verdadeiro mundo das ideias puras e imutáveis – como o Bem, foi modificada para atender aos interesses do cristianismo, que associou o Bem a Deus – um único Deus – e o Mal ao Diabo – ou a falta de Deus.

Já para os ateus a moralidade e a ética estão ligadas a racionalidade, a cultura e na sociedade em que vivem. Para o filósofo francês René Descartes (1596 – 1650), o Bem e o Mal nascem da racionalização do homem. Ou seja, o homem que usa a razão pratica o bem e o que não usa, pratica o mal.

Um estudo promovido pelos psicólogos Ilkka Pyysiäinen da Universidade de Helsinki e Marc Hauser, da Universidade Harvard, revelou que a moral não é adquirida através da religião. Realizada com pessoas de diferentes classes sociais, idade, escolaridade, filiação religiosa e etnia, e baseada em testes de julgamentos morais, apresentando dilemas que vão desde como lidar com alguém que chega “por acaso” na hora do jantar para comer, à justificativa de matar uma pessoa para salvar outra, a pesquisa indicou que intuições morais operam independentemente de fundo religioso. Para os pesquisadores, as populações humanas evoluíram ideias morais sobre as normas de comportamento – que se promoveu a cooperação do grupo – antes de se tornarem codificados em sistemas religiosos. Eles sugerem ainda que pode existir uma “gramática moral” inata que oriente essas ideias.

 

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