We are apologize for the inconvenience but you need to download
more modern browser in order to be able to browse our page
6 de abril de 2010

Escolhas

“Somos nossas escolhas” – Esta frase estampada no MSN de uma amiga foi o estopim para pensar em escolhas e se realmente elas interferem em outro caminho ou não. Explico: E se tivéssemos três opções, mas, sempre mascaradas, pois a sua escolha seria apenas aquela que você elegeu e as outras só um disfarce para provar o tal livre arbítrio?

Depois de tantos questionamentos resolvi colocar como seria, na prática, alguém brincando com as minhas escolhas. Pensando de modo simplista: No meu apartamento todas as minhas escolhas me fazem acreditar que aquele espaço é verdadeiramente a minha cara. Mas, e se no lugar dos CDs do Chico alguém colocasse Chitãozinho e Xororó? E se no lugar do filme Casablanca eu encontrasse o filme Ghost – Do outro lado da vida. E se de repente, toda a minha coleção do Rubem Fonseca se transformasse em “Paulos Coelhos”? E se pintassem as paredes de bege? E colocassem CK One no lugar do J’adore? Neste caso, todas as minhas escolhas são a soma de quem sou. O que me remete ao Woody Allen no filme Crimes e Pecados, quando diz: “Nós somos a soma das nossas decisões”.

Eu seria a mesma sem o Rubem Fonseca? Sem Chico e sem minhas releituras de Cem Anos de Solidão? O que me faz deixar a biografia do Tim Maia de lado para reler um livro que já li umas doze vezes?

Pego essas escolhas e faço uma analogia dos últimos acontecimentos. O que me faz escolher entre um momento de diversão ou uma cama quente e um banho gelado para acalmar os ânimos por um mero capricho? E por que aquela escolha, mesmo me parecendo errada na ocasião, dias depois me faz pensar que foi a melhor decisão? Em qual momento do certo/errado moldei para que se encaixasse naquilo que eu realmente queria?

Shakespeare disse: “você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você”. Isso me trouxe a memória todas aquelas decisões erradas e que não voltam. Aquelas que de alguma maneira dói pelo arrependimento. Sim e não. Ir ou ficar. Esta soma de escolhas certas e erradas talvez nos faça temerosos e nos deixe em cima do muro, estáticos. Optamos por deixar que o destino ou o acaso se encarreguem destas escolhas por nós, para conseguirmos administrar o peso da culpa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Top
LOADING CONTENT