We are apologize for the inconvenience but you need to download
more modern browser in order to be able to browse our page
23 de julho de 2010

Cultivar amizades é preciso. Navegar, nem tanto

Esta semana, no dia 20 de julho, comemoramos o dia internacional do amigo. A data, criada pelo hermano Enrique Ernesto Febbraro, foi inspirada na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969. Ele considerou o ato científico como uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo e durante um ano o argentino divulgou o lema “Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro”. Deste modo, o Dia do Amigo foi adotado na Argentina por decreto e, gradualmente, em outras partes do mundo.

Aqui no Brasil a data é comemorada não oficialmente. Encontrei algumas pessoas que nem sabiam da sua existência. Mas na internet pipocaram várias mensagens de agradecimentos e felicitações pelo dia. Isso me fez refletir sobre as minhas relações de amizade; será que estou participando ativamente da vida dos meus amigos como deveria? Li outro dia que “Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida.” Procurei saber de quem era o texto. Alguns o creditavam ao Arnaldo Jabor, outros a Martha Medeiros, mas não consegui uma resposta oficial. Embora o texto completo se refira a relações amorosas, ilustra muito bem as relações de amizade. Precisamos ter esse real interesse pela vida do outro e sentir que é recíproco.

Enquanto fazia uma busca por ações na minha memória, pesquisando os atos de carinho, de acolhimento, de pedido de ajuda, me deparei com uma questão ainda mais complicada: estamos preparados para receber afeto? Por que é mais fácil receber (e fazer) declarações de amor e amizade por SMS, mensagens, e-mails, twites e facebooks e tão mais difícil – e raro – fazê-las e recebê-las pessoalmente? Isso inevitavelmente me inclui. No dia do amigo, por exemplo, postei algumas mensagens para os meus melhores amigos, mas, me pergunto, fui fazer uma visita para algum deles e dizer pessoalmente tudo que eu sentia? A resposta é não! Então a gente coloca a culpa no dia-a-dia corrido, no trabalho, no trânsito, enfim, em qualquer coisa que esteja ao alcance das mãos e que não inclui a punição pela falha.

Segundo dicionários, amizade é o afeto que liga as pessoas, é a reciprocidade, a benevolência, o amor. Acredito que, para sentirmos tudo isso de uma maneira plena, é preciso investir mais no outro, nos dedicar mais e, principalmente, exercitar o receber carinho. Sem constrangimentos. Sem desconfianças. Receber o afeto de braços abertos. Sentir que somos merecedores dele por saber também doar nossos sentimentos pelo simples prazer de fazê-lo. Olhar nos olhos, dizer o que sente. Encontrar para tomar um café e bater papo sobre a vida e deixar a rede de lado para caminhar ao lado de quem se ama.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Top
LOADING CONTENT