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13 de janeiro de 2013

Que Eu me proteja – Prefácio

A ideia é mais ou menos assim: você conhece alguém. Começam a conversar. Ele conta que faz mestrado em biologia, mas que a primeira faculdade foi filosofia. Tem dois filhos lindos, um deles estuda piano, faz natação e quer ser astronauta. O outro cursa o segundo período de direito, é mais sério e tem uma namorada – ela faz artes cênicas. Você olha para ele e vê que seus olhos brilham de admiração ao falar dos rebentos. É separado. O casamento não deu certo – os dois estavam muito focados na carreira e nos filhos. A ex está no Canadá defendendo seu mestrado em física quântica. Enquanto você ouve a história, traça um paralelo da sua – O que vai falar? Sua vida é tão interessante assim? Você concluiu a faculdade só porque precisava de um diploma para arrumar um bom emprego. Ele vai pensar que sou medíocre? – pensa, enquanto ainda admira seus olhos brilhando e sua vida cheia de histórias deliciosas. (mais…)

13 de janeiro de 2013

Que Eu me proteja – Introdução – Parte 1 – Que risco o ateu oferece ao ser humano para provocar a repulsa, a antipatia e até mesmo o ódio nas pessoas?

- Você é ateu?

- ….. você prometeu que não perguntaria isso….(riso nervoso). Mas essa é… uma questão de foro íntimo.

As falas reproduzidas acima são de um jornalista brasileiro e de um ex-presidente do Brasil. Boris Casoy lançou a pergunta em meio a um debate entre candidatos a prefeitura de São Paulo na emissora de TV SBT. O ano era 1985, o primeiro com eleições diretas depois de um longo período sem “voz” para a população da cidade de São Paulo escolher seu representante. Fernando Henrique Cardoso concorria com Jânio Quadros, entre outros. Tinha larga vantagem. Suas propostas, seus ideais e seu histórico político o levaram a liderança nas pesquisas de intenção de voto. Mas, nesse país, que na época era predominantemente católico, a resposta incerta do candidato colocou tudo a perder. As mesmas questões que colocavam FHC à frente da disputa, agora pareciam irrelevantes perante a possibilidade de um candidato ateu. E Jânio Quadros, seu oponente principal, usou e abusou da religião com mote para derrubar seu adversário e chegou à frente na corrida eleitoral. (mais…)

13 de janeiro de 2013

Que Eu me proteja – Introdução – Parte 2 – Se no Brasil o número de ateus e agnósticos cresce lentamente, nos países desenvolvidos esse numero cresce a passos largos.

Impossível não associar a educação ao ateísmo. Em 2008, a revista Época publicou uma entrevista com o pesquisador britânico Richard Lynn, que dedicou mais de meio século à análise da inteligência humana. Segundo a entrevista, realizada pela jornalista Luciana Vicária, ao analisar mais de 500 estudos, Lynn disse estar convencido da relação entre Q.I. alto e ateísmo. “Em cerca de 60% dos 137 países avaliados, os mais crentes são os que possuiem Q.I. menor”, disse à jornalista. (mais…)

13 de janeiro de 2013

Que Eu me Proteja – Introdução – Parte 3 – O ateísmo ativo se diferencia por se opor à religião, acreditando em um mundo melhor sem crenças.

O ateísmo não é uma seita ou uma organização, como muitos acreditam, e não dita regras e definições de moral e caráter. Ele é apenas uma característica de pessoas que não acreditam em nenhum tipo de divindade. O comportamento de um ateu é baseado em valores adotados pelo indivíduo em particular. Bom ou mau, altruísta ou egoísta, são apenas reflexos do indivíduo à condição humana, de suas necessidades e desejos adquiridos através de sua história de vida e do seu contexto cultural. Já o agnóstico acredita que é impossível provar a existência – ou não – de Deus. Para ele, a questão da existência de um poder superior nunca será resolvida. O termo agnosticismo foi definido pelo cientista inglês T. H. Huxley, no século 19. (mais…)

13 de janeiro de 2013

Que Eu me proteja – Introdução – Parte 4 – Datena, além de prestar um desserviço à sociedade, levanta uma questão ainda mais preocupante: os brasileiros sabem o que são ateus e agnósticos?

A discussão não é tão pacífica quanto parece. Com uma simples busca sobre o tema na internet é possível encontrar, em redes sociais e blogs pessoais, ofensas e expressões de ódio contra ateus e agnósticos. São pessoas questionando, de forma agressiva, como se pode viver sem “Deus no coração” e também vinculando Deus com amor, atribuindo aos desprovidos de crença a incapacidade de amar. (mais…)

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