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6 de abril de 2010

Ah, o amor! Oh não, a convivência!

Vejo por aí muita gente se amando em uma semana e acho tudo isso muito superficial. Explico: Fulano conhece cicrano na faculdade, tomando um chopinho ou até na internet e de repente já são os melhores amigos. Cada qual com seu marketing pessoal. Arriscam-se até uma alma-gêmea ou coisa parecida para rotular o encontro. Tão rápido o amor, mais rápido o ódio. Não existe mais aquele “glamour” da convivência, do todo. Você fala como é, o outro acredita e pronto! Fez-se o milagre do amor/amizade a primeira vista.

É mais ou menos aquele ditado: “Amar ao próximo é fácil o difícil é aguentar o cara ao lado”. As pessoas hoje em dia confundem expressões de carinho com sentimentos verdadeiros. É muito fácil amar alguém que só se encontra em ocasiões festivas. O rosto maquiado, os problemas ficaram em casa e, por mais que tenha o momento ‘senta-que-eu-te-escuto’ sempre será um problema distante ou já resolvido. Aí eu volto a bater na mesma tecla do botar a mão na massa, se envolver, ligar para saber se a pessoa conseguiu resolver aquilo que a afligia na noite anterior. Não. Mais fácil encontrar na próxima reuniãozinha e perguntar se está tudo certo. Certo?

Porém, quando é à hora de acreditar e quando é a hora de recuar em um novo amor ou em uma nova amizade? É uma via dupla em que você pode conquistar uma amizade para a vida toda – ou apenas para alguns chopinhos a mais no decorrer do mês. Se escolher a entrega, corre riscos de futuras dores e decepções. Mas só ganha quem entra no jogo, quem arrisca se relacionar de verdade.

O problema realmente é quando as pessoas começam a distribuir “te amo”, “meu melhor amigo” e “estou morrendo de saudade” sem ao menos saber se você toma café com açúcar ou adoçante ou se você odeia café. Existem aquelas que mandam saudades o tempo todo, mas sequer ligam para marcar um encontro e matar toda esta “saudade”.

O fato é que as pessoas estão cada vez mais distantes e carentes. Conhece uma pessoa e já é paixão, conhece outra e já é amigo de infância. Para ajudar esta chuva de sentimentos temos à nossa disposição o “boom” da comunicação com a vasta possibilidade de interação: internet, telefones e celulares, comunicadores instantâneos como o Skype e MSN, a chamada WEB 2.0 com os blogs e microblogs e ainda os sites de relacionamento como Facebook e Orkut, e, cada vez mais, deixamos as pessoas de lado. Não saímos para bater um papo no café, não vamos às livrarias e nem à loja esotérica com a melhor amiga. Ficamos apenas em frente a uma tela, distribuindo e ouvindo saudades e “eu te amo”.

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